A PCRR (Polícia Civil de Roraima), por meio de uma ação estratégica da SIOP (Seção de Investigação e Operação) do 3º DP (3º Distrito Policial), prendeu em flagrante nesta quarta-feira, 29, três mulheres suspeitas de integrar uma associação criminosa especializada em furtos qualificados em grandes lojas de shoppings de Boa Vista. A operação resultou na recuperação de mais de 400 peças de vestuários furtadas, apreensão de sacolas adulteradas com revestimento metálico utilizadas para burlar sistemas antifurto, aparelhos celulares e ainda uma porção de entorpecente.

De acordo com o delegado titular do 3º Distrito Policial, Guilherme Peres, a investigação já monitorava a atuação de mulheres com o mesmo modus operandi em ocorrências anteriores registradas por lojistas da capital. Na tarde de quarta-feira, após comerciantes de um Shopping localizado no bairro Cauamé alertarem sobre a presença das suspeitas em diversas lojas, equipes da Polícia Civil iniciaram diligências imediatas, analisaram imagens de segurança e conseguiram identificar parte do grupo criminoso.

“Já vínhamos acompanhando esse padrão criminoso e, a partir da comunicação rápida entre lojistas e a Polícia Civil, conseguimos agir com precisão. Foi uma resposta célere e técnica, que permitiu localizar as suspeitas, interromper a sequência criminosa e efetuar as prisões em flagrante”, destacou o delegado.

Material apreendido junto às acusadas

As investigadas, identificadas como A.C.R.N., de 36 anos, A.D.S.P., de 19 anos, e A.S.E., de 26 anos, são oriundas de Manaus (AM) e, conforme apurado, deslocavam-se frequentemente para Boa Vista com o objetivo específico de cometer furtos em estabelecimentos comerciais da capital. Após levantamentos em hotéis, rodoviária e outros pontos estratégicos, as equipes localizaram o trio hospedado em um hotel no bairro São Vicente.

No local, os policiais encontraram grande quantidade de mercadorias subtraídas de lojas como Riachuelo, C&A, Renner, Centauro e Studio Z, além de equipamentos usados para dificultar o acionamento de alarmes de segurança.

“As investigações apontam que o grupo atuava de forma coordenada: enquanto uma integrante distraía funcionários, outra monitorava a movimentação de seguranças e a terceira executava o furto”, informou o delegado.

Segundo Guilherme Peres, o histórico criminal das suspeitas e a sofisticação do esquema reforçam a atuação organizada da associação.

“Estamos diante de um grupo com atuação reiterada, divisão clara de funções e estratégia para dificultar a detecção dos crimes. O trabalho investigativo continua para identificar outras ocorrências possivelmente praticadas por elas em Boa Vista e em outras unidades da federação”, afirmou.

Contra as três mulheres foi lavrado um APF (Auto de Prisão em Flagrante) por furto qualificado mediante concurso de pessoas e associação criminosa.

“A Polícia Civil prossegue com as investigações para ampliar o rastreamento das ações do grupo, identificar possíveis novos envolvidos e fortalecer o combate a crimes patrimoniais organizados no Estado”, disse o delegado.

O delegado observou ainda que a integração entre comerciantes, segurança privada e forças policiais foi determinante para o êxito da operação, demonstrando a capacidade de resposta da instituição no enfrentamento qualificado à criminalidade patrimonial.

As três mulheres foram apresentadas na Audiência de Custódia na manhã desta quinta-feira, dia 30.

Deixe um comentário

Leia também