A PCRR (Polícia Civil de Roraima), por meio da Polinter (Delegacia de Polícia Interestadual), cumpriu nesta terça-feira, 19, um mandado de prisão em desfavor do servidor público D.M.S., de 41 anos, condenado pelo crime de roubo qualificado pelo emprego de arma de fogo e concurso de pessoas, praticado contra sete vítimas. O homem foi preso no Centro de Boa Vista.
A prisão foi coordenada pelo diretor do DOPES (Departamento de Operações Policiais), Paulo Henrique Moreira, em ação conjunta com o GRT (Grupo de Resposta Tática), em cumprimento à determinação da 2ª Vara Criminal do Tribunal do Júri e da Justiça Militar do TJRR (Tribunal de Justiça do Estado de Roraima).
Conforme denúncia apresentada pelo MPRR (Ministério Público do Estado de Roraima), o acusado, que à época prestava serviço em um órgão público estadual, participou de um roubo ocorrido na noite do dia 6 de maio de 2020, em uma residência localizada no bairro São Francisco.
Segundo os autos, o investigado solicitou autorização para se ausentar do posto de serviço e, em seguida, teria se deslocado até o imóvel acompanhado de outros cinco homens. O grupo simulou uma operação policial para abordar as vítimas. Ao chegarem ao local, os suspeitos se identificaram como policiais civis, renderam as pessoas que estavam na residência e determinaram que permanecessem no quintal do imóvel sob ameaça.
As investigações apontaram que os acusados acreditavam que no imóvel havia grande quantidade de dinheiro e ouro provenientes de garimpo ilegal. Entretanto, as vítimas relataram que não exerciam atividade garimpeira e que o dinheiro existente na residência seria oriundo da venda de um veículo.
De acordo com os depoimentos colhidos durante o inquérito e confirmados em juízo, as vítimas foram agredidas com socos, chutes e coronhadas na cabeça enquanto os acusados exigiam informações sobre a localização do dinheiro. As agressões ocorreram após o grupo render as vítimas no portão da residência, por volta das 22h, ordenando que permanecessem próximas ao muro do terreno sob ameaça de morte.
Ainda conforme a denúncia, houve a subtração de aparelhos celulares, dinheiro em espécie, relógios, cartões bancários e chaves de veículos pertencentes às sete vítimas.
Apenas um dos celulares roubados foi posteriormente recuperado pelas autoridades.
A denúncia foi recebida pela Justiça em 16 de julho de 2020, e o acusado foi condenado no ano de 2022, a 19 anos e seis meses de prisão em regime fechado.
O mandado de prisão foi expedido e cumprido hoje. Após a prisão, D.M.S. foi encaminhado à unidade da Polinter, na Cidade da Polícia Civil, para a formalização dos procedimentos legais. Ele será apresentado em audiência de custódia nesta quarta-feira, dia 20.






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